Fechar a venda — pagamento, troco e desconto
Fechada a lista de itens, as teclas F2 a F5 abrem o pagamento já com a forma escolhida: crédito, débito, dinheiro ou PIX. Daqui até o cupom são três Enters.
A tela de pagamento

A faixa do meio é o placar da venda: recebido, falta e troco recalculam a cada tecla. Enquanto “falta” não zerar, a venda não fecha.
Abaixo do campo ficam quatro atalhos: o valor exato e ele arredondado para cima na dezena, na cinquentena e na centena seguintes. Em totais como R$ 393,96 os três arredondamentos caem no mesmo R$ 400 e os botões ficam repetidos — não é erro, é a mesma conta em três granularidades.
Os atalhos só aparecem no dinheiro: em cartão e PIX não há troco, e o valor exato já vem preenchido.
Mais de uma forma na mesma venda
O cliente pode pagar parte no cartão e parte em dinheiro. Você informa a primeira forma e o valor, o sistema mostra quanto ainda falta, e assim por diante até zerar.
Isso vale para qualquer combinação: dinheiro com Pix, dois cartões, Pix com crédito da loja.

Cada forma confirmada vira uma linha na lista, com uma lixeira ao lado para desfazer se você errou o valor. Quando o total fecha, aparece o aviso verde de venda quitada com o troco, e só então o botão vira Finalizar.
São três confirmações seguidas, sempre com a mesma tecla: Enter confirma o valor, Enter lança a forma, Enter finaliza a venda. Na prática o operador aprende o ritmo e não olha mais para a tela.
Troco é só do dinheiro
O troco é calculado apenas sobre a parte paga em dinheiro. É o único jeito que faz sentido — não existe devolver troco de cartão — mas surpreende quem digita um valor recebido maior no cartão esperando ver a diferença.
Se o cliente deu R$ 100 em dinheiro numa venda de R$ 73,50, informe os R$ 100 no campo do dinheiro: o troco de R$ 26,50 aparece sozinho.
Parcelamento e taxa da forma
O campo de parcelamento aparece só no crédito — as outras formas não parcelam. Cada opção já mostra o valor da parcela pronto para falar com o cliente (“3x de R$ 131,32”), sem precisar dividir de cabeça.
Se a forma de pagamento tiver acréscimo ou desconto configurado no ERP — a taxa da maquininha repassada ao cliente, por exemplo —, o PDV mostra a linha “Cobrar do cliente” com o valor já corrigido e o percentual aplicado. O total do cupom não muda: o que muda é quanto se cobra naquela forma.
Digitando valores
Os campos de dinheiro funcionam por centavos: você digita os números seguidos
e a vírgula se posiciona sozinha. 1550 vira R$ 15,50.
Parece detalhe, mas é o que permite bater valor sem tirar os olhos do cliente.
Desconto e acréscimo
São dois campos diferentes, e usar um no lugar do outro estraga o relatório:
- Desconto abate do total.
- Acréscimo soma — taxa de entrega, ajuste combinado.
Nunca lance acréscimo como desconto negativo. O acréscimo tem campo próprio justamente porque os dois são analisados separadamente; misturados, o relatório de descontos passa a mentir e a conferência do caixa fica difícil de explicar.
O desconto pode ser dado no item ou na venda inteira. Acima do limite do operador, o sistema pede o PIN de um supervisor — a venda não é interrompida, o supervisor digita e o operador continua de onde parou.
Serviço na mesma venda
Serviço e produto convivem no mesmo carrinho e somam no total. A diferença aparece depois: serviço não entra na NFC-e — a nota do cupom é de mercadoria. Quando a venda tem os dois, o cliente leva o cupom das mercadorias e o serviço é documentado à parte.
Depois de finalizar
O cupom sai automaticamente e o caixa já fica pronto para a próxima venda. Se a NFC-e estiver configurada, ela é emitida junto — e, sem internet, sai em contingência, como explica o artigo sobre o PDV sem internet.