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Curva ABC — quais produtos sustentam a loja

6 min de leituraAtualizado em 25 de agosto de 2026

Em Relatórios / BI → Curva ABC, o sistema ordena os produtos do que mais traz para o que menos traz e corta a lista em três faixas.

Aba Curva ABC com quatro cartões de resumo, o gráfico de Pareto com barras coloridas por classe, o donut de distribuição e o ranking dos produtos
1 — as três classes. 2 — a concentração. 3 — a métrica que ranqueia. 4 — a fronteira dos 80%. 5 — a distribuição por classe.

O que A, B e C querem dizer

O corte é pelo acumulado, não pela quantidade de produtos:

  • Classe A — os produtos que somam os primeiros 80%. São os que sustentam a loja. Faltar um deles no estoque custa caro.
  • Classe B — a faixa dos 80% aos 95%. Importantes, mas substituíveis.
  • Classe C — os últimos 5%. O cartão os chama de “candidatos a descontinuar”, e é bem isso: ocupam prateleira, capital e atenção para devolver pouco.

Na captura, 11 produtos de 20 formam a classe A. O cartão de Concentração resume isso em dois números — 55/80 quer dizer “55% dos produtos fazem 80% do resultado”.

Esse é o teste do Princípio de Pareto na sua loja. Quanto menor o primeiro número, mais concentrada ela é: um 20/80 significa que um quinto do catálogo paga quase tudo — ótimo para focar, arriscado se um fornecedor falhar.

Três métricas, três respostas

Os botões Receita, Quantidade e Margem acima do gráfico não mudam só o desenho: reclassificam a curva inteira, incluindo os cartões, a tabela e o arquivo exportado.

Vale olhar as três, porque elas discordam — e é na discordância que está a informação:

  • Um produto A em receita e C em margem vende muito e lucra pouco. É candidato a renegociar com o fornecedor ou revisar o preço, não a descontinuar.
  • Um produto C em receita e A em margem é item de nicho lucrativo. Cortar porque “vende pouco” é jogar fora a melhor margem da loja.
  • Quantidade revela o que dá giro mesmo sendo barato — o que puxa gente para dentro da loja.

Margem negativa vai direto para C

Produto vendido abaixo do custo entra em C independentemente do quanto fature. Não é bug: o item está tirando dinheiro, e não faria sentido premiá-lo com a classe A por volume.

Um detalhe do gráfico que essa regra explica: na métrica Margem, a linha do acumulado pode passar de 100% e depois descer. As faixas 80/95 são repartidas sobre a soma do que é positivo; quando as linhas de prejuízo entram, elas comem parte do total, e a queda no fim da curva é exatamente o tamanho desse prejuízo.

O ranking mostra o porquê

A tabela embaixo do gráfico traz, por produto: receita, quantidade, % da métrica, % acumulado e a margem em percentual.

A coluna de acumulado é a que responde “por que este produto é B e não A” — é onde você vê o item cair do lado errado da fronteira dos 80%.

O que fica de fora

Dois limites que valem saber antes de tirar conclusão:

  • Só entram os 500 produtos mais relevantes da métrica escolhida. Numa loja com catálogo maior que isso, a cauda fica fora do ranking. Para o uso normal — achar o que sustenta e o que sobra — isso não atrapalha.
  • O período é o do filtro no topo da página. Um produto sazonal fora da janela aparece como C mesmo sendo A no ano. Antes de descontinuar algo, confira num período de 12 meses.

Exportar

O menu Exportar entrega Excel e PDF com a curva como está na tela — mesma métrica, mesmo período, mesma classificação. Serve para levar a conversa ao fornecedor sem ele precisar acreditar na sua memória.

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